Era 6 de setembro de 2015, pelo segundo mês consecutivo o governador José Ivo Sartori (PMDB) do estado do Rio Grande do Sul, precisava atrasar salários dos servidores.
POA estava quase sitiada, a bandidagem havia tomado conta! Um senhor foi baleado na rua enquanto passeava com seu cachorro! Assim, de graça...
O dólar ultrapassava os R$ 3,85, com tendência de aumentar ainda mais (15 dias depois chegou à R$ 4,04!)
O dólar ultrapassava os R$ 3,85, com tendência de aumentar ainda mais (15 dias depois chegou à R$ 4,04!)
E esse era o quadro do país e da nossa amada capital no dia que iríamos partir para bem longe dali.
Como de praxe, deixei muita coisa para última hora e estava quase ficando louca ao terminar de arrumar as malas...
Desapego total foi o que fiz. Minhas roupas quase que ficaram todas, levei comigo casacos, alguns sapatos e calças.
Conseguimos uma caixa para colocar as bikes da Helô e alguns dos principais brinquedos. O resto veio o que coube! Eram 6 malas e uma caixa, mais umas mochilas e 3 brasileiros que partiam para uma vida nova e desconhecida!
As últimas horas de arrumação, pouco antes de ir para o aeroporto, foram de muita ajuda de pessoas queridas. Enquanto Lucia organizava meus medicamentos, Gordo e Fer etiquetavam e ajeitavam as malas de uma maneira que ficasse difícil de estraga-las na viagem.
No dia anterior o Victor tinha ajudado Filipe a desmontar um triciclo da Helô (única forma de caber na caixa).
Sobrou uma enorme trabalheira para a Mãe, que teve que juntar tudo que eu deixei para doação e mais ou menos arrumar o ap, que era um quadro de guerra civil. Aff!
E assim, com a ajuda dos meus queridos, as coisas foram ficando prontas.
As últimas horas de arrumação, pouco antes de ir para o aeroporto, foram de muita ajuda de pessoas queridas. Enquanto Lucia organizava meus medicamentos, Gordo e Fer etiquetavam e ajeitavam as malas de uma maneira que ficasse difícil de estraga-las na viagem.
No dia anterior o Victor tinha ajudado Filipe a desmontar um triciclo da Helô (única forma de caber na caixa).
Sobrou uma enorme trabalheira para a Mãe, que teve que juntar tudo que eu deixei para doação e mais ou menos arrumar o ap, que era um quadro de guerra civil. Aff!
E assim, com a ajuda dos meus queridos, as coisas foram ficando prontas.
No aeroporto estavam alguns dos nossos grandes amigos (Lucia, Marta, Marcus, Tier, Deise e Antônio), minha família mais próxima (Mãe, Gordo, Fer, Vicente, Vi com a namo, Guti com a namo e o Tio Sérgio), os pais do Filipe (Marisa e Frederico) e a família da Fer (Egídio, Neuza e Gui). Por ideia da Lucia, todos portavam um balão da Galinha Pintadinha na mão! Coisa mais querida....
Também apareceram por lá o Guga e o El, para dar um tchauzinho!
Também apareceram por lá o Guga e o El, para dar um tchauzinho!
Maaaas, como comigo nada é tão simples... Lógico que tinha que dar confusão, né? Primeiro teve luta entre dois passageiros que se desentenderam na hora do check in... Depois chegou a nossa vez de "barraquear"...
A cia aérea Gol não queria nos deixar despachar uma cadeirinha infantil (para o carro) e o carrinho da Helô. Eu sabia que a Delta (cia que faria o trecho SP-Atlanta) tinha como política de bagagens, liberar esses dois itens gratuitamente. A Gol alegava que como haviamos despachado malas no nome da Heloísa (ela tinha direito pois pagou passagem integral), não poderiam levar esses itens infantis gratuitamente, queriam nos cobrar pelo excesso de bagagem (claro!). Chegaram ao cúmulo de sugerir que pagassemos até SP e de lá despachassemos grátis pela Delta.
Acontece que a Delta é parceira da Gol e o que vale para uma deveria valer para outra, certo? Deveria... Mas sabe como é... A Gol queria tirar uns pilas!
No fim da conta, depois de eu quase bater na responsável que dizia esse monte de asneiras e de o Gordo e o Tio Sergio impedirem que isso acontecesse, a mulher cedeu e falou que faria uma "gentileza" desta vez. kkkkkkkkk
Isso tudo durou 1 hora no check in. Tempo suficiente para que precisassemos sair correndo, sem ao menos dar um abraço beeeeem apertado em quem estava lá para se despedir de nós. Foi quase um tchau geral, mas o coração não deixou de ficar apertado... E lógico que aquele choro veio a tona enquanto me dirigia ao avião. A Helô? Foi quem me deixou mais comovida... Gritava sem parar "Vovoiiiii"!!!! Ela tinha grudado na minha mãe nos últimos dias de arrumação da mudança... :(
Talvez não ter tido tempo para uma despedida demorada, tenha sido uma boa... Assim a gente chora menos, mas não sente menos...
Talvez não ter tido tempo para uma despedida demorada, tenha sido uma boa... Assim a gente chora menos, mas não sente menos...
E foi assim, que ao cair do sol, numa linda tarde de domingo, deixamos POA praticamente correndo! Desertando!!!! Rumo à nossa nova vida, bem longe dos nossos pagos.
Depois disso ainda encontramos mais uma vez o Tio Sergio em Guarulhos, foi legal ficar com ele mais um pouquinho.
Depois disso ainda encontramos mais uma vez o Tio Sergio em Guarulhos, foi legal ficar com ele mais um pouquinho.













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