quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Escolhendo uma escola nos EUA

Afffff! Era a segunda vez no mesmo ano que eu precisava tomar a decisão mais difícil da minha breve vida materna: Escolher a escola da Helô.


Desde quando Filipe soube da sua transferência, essa foi a minha principal preocupação pois a Helô estava muuuuito bem na Pro Saber, a escola que eu tanto demorei para escolher. Então comecei minhas pesquisas focada na metodologia Montessori, para dar sequência ao aprendizado, par que ela não se sentisse tão perdida e principalmente pq é um método que eu aprendi a admirar muito.
Também precisei focar na localização, para não precisar me locomover tanto.


Ainda no Brasil eu escolhi duas candidatas à escola. Uma delas super consagrada (a primeira escola Montessori de Atlanta) e a outra uma mini escola. Sinceramente? Eu gostava mais da ideia da mini escola pela proximidade com as professoras, na tentativa de repetir o sucesso que foi a Pro Saber.
O grande porém da "mini escola", Dunwoody Montessori School, era que a admissão seria só depois de 2,5 anos e a Helo recém ia completar 2 anos... Tudo isso por causa do desfralde, que aqui é encarado com um certo exagero de ponto de corte em 2,5 anos...
E o porém da escola consagrada, Spring Mont School, na verdade eram 2 poréns... O primeiro era que eu considerava uma escola grande e o segundo era o preço. 

O tempo passou, nos mudamos e já era metade de outubro quando a questão da escola da Helô entrou na pauta como próximo objetivo. 
Então, numa tarde de sol peguei o carrinho e fui caminhando até o Hammond Park (o parque mais perto daqui, mas qe eu considero longinho para uma caminhada). 
No meio do caminho passei por outras duas escolas que teriam se tornado candidatas pela comodidade da localização, mas serviu para descartar cada uma delas. Numa o páteo era tão estranho que parecia um buchadinho, cheio de restos de brinquedos quebrados e a outra era um prédio comercial alto, com apenas um parquinho a céu aberto. Pô! Eu não sai de POA e fui morar num lugar que é quase uma floresta para colocar minha filha indoor, né??? Solzinho e natureza tb são qualidade de vida.


Já estávamos indo embora do parque quando uma mãe com 2 filhos chegou. Ela falava um pouco de inglês e outro pouco de espanhol com seus filhos. E foi o espanhol que me encorajou a puxar assunto. Perguntei direto qual escola seus filhos frequentavam e incareditavelmente ela me respondeu Spring Mont! kkkkkk Nesse mundão todo eu fui conhecer justamente uma mãe que leva seus filhos em uma das minhas candidatas a escola? Muita coincidência, ou melhor: Obra da minha Vó Zulma, que tirou uma bela temporada nos States comigo nessa época!
Lembrando que eu moro em Dunwoody e a escola é em Sandy Springs, tudo perto mas digamos que essa escola não seria a primeira nem a segunda opção em localização. Na verdade nem pra mim nem para a Verônica (a mãe que eu acabava de conhecer), pois ela mora em Buckhead, outro bairro dentro do perímetro. Portanto, foi uma baita coincidência siiiim! Eu encarei como um sinal.


Verônica falou muito bem da escola, o que me encorajou a marcar uma visita. Eu tinah uma questão: Precisava que a escola fosse tolerante com a minha deficiência em inglês pq eu tenho mega necessidade de saber o que está acontecendo diariamente com a minha litle estudante!
Foi nesse ponto que aconteceu uma outra coincidência, a diretora nos levou para conhecer uma professora brasileira que se propos a me dar um suporte. 
Eis que a professora Livia Osório é de Porto Alegre e mais tarde descobrimos que ela é casada com o Paulo, um senhor de Quaraí e que, inclusive, a minha mãe havia pedido para procura-lo. Pode uma coisa dessas???? Esse mundo é realmente muito pequeno!

Mas, voltando à escola... Ao conhecer a possível candidata a sala de aula da Helô, encotramos a profe titular, Sanuja, que veio do Siri Lanka e a auxiliar, Daniele, que veio da Nicaragua. Então o meu problema de comunicação estaria resolvido através da brasileira Livia e da Nicaraguense Daniele!

Saímos da escola completamente apaixonados!!! Uma escola toda planejada para ser escola, sem adaptações. Cada sala de aula tem o seu jardim e o acesso é independente, cada um entra pelo jardim da sua sala de aula. A natureza é exuberante por lá e há uma criação de galinhas e algumas cabras também! kkkkkk

E nem é uma escola grande como eu pensava... Acho que deve ter no máximo umas 10 turmas.

No sábado seguinte visitamos a escola num dia de Open House, era a tal da Montessori Mile, uma corrida beneficente. Foi incrível ver todos os pais ali arrumando os jardins da escola como se fosse a casa deles! Encontramos a Verônic apor lá e descobrimos que George (seu filho) e Helô poderiam ser colegas.

Adivinha só? Nem pesquisei o preço de outras escolas e apesar de eu saber que o esforço seria grande, efetivamos o pedido de matrícula, com pagamento de taxa e sem garantia de aceitação.
De lá em diante esperamos, esperamos, esperamos... Até que um dia recebemos uma carta (escrita a mão!!!!!) da diretora falando que entraria em contato para o próximo passo. Aff!
Dali uns dias a profe brasileira, Livia, me ligou falando que teria dado um empurrãozinho e que nós então pularíamos uma fila de espera... Ficou marcado o início da adaptação para 3/11, após todas as taxas, matrículas e mensalidades estarem pagas, claro! Este é o capitalismo selvagem! kkkkk

E por falar em pagamento, eles tem um sistema bem chato para fazer o pagamento. Há um preço anual e ele não pode ser dividido em muitas vezes. Optamos pela opção mais barata e pelo visto mais usada pelos americanos, aulas 3x por semana (ter, qua e qui). Parcelamos em 4 x o valor anual, ficou mega pesado... Mas...


Helô começou a adaptação no dia marcado e durante a primeira semana eu fiquei na sala com ela. Foi tudo bem tranquilo, ela trabalhou com os materiais Montessori que já conhecia, cantou para os colegas (que ficaram meio chocados) e tudo correu bem.
Na semana seguinte ficou ficou sozinha por algumas horas, chorou um pouco mas foi indo. E na outra semana já ficou o tempo intergral.

Reparei a sua afeição especial pela profe Daniele mas em geral as duas profes são muito carinhosas.

Depois que passou a paixonite pela escola, começaram as neuras... Eu sou librina, né????
Neura 1: Eles focam muito no desfralde, a criança chega e já fica de calcinha, sem fraldas.
Solução:  Resolvi encararar como uma ajuda pois nunca pensei em desfraldar tão cedo.

Neura 2: Eles não cantam na aula!!!!! Helô é uma cantora nata e ao ouvir falar de escola saia cantando pois achava que iria para a Pro Saber. Morria de pena :(
Solução: Descobri que há uma professora de música que vai na sala dela 1 x por semana, dei uma pressionada pois não me pareceu que era tão regular.

Neura 3: Eles não fazem atividades em grupo, ficam só cada um trabalhando independentemente.
Solução: Eu precisava parar de comparar a Spring Mont com a Pro Saber e deixar as professoras fazerem o seu trabalho! São escolas diferentes, apesar da metodologia ser a mesma.

Hoje em dia Helô está muuuuuuito bem na escola e eu estou tirando muito proveito desse convivio com outras mães. Em primeiro lugar para treinar o inglês e em segundo lugar pq é bom demais misturar escola e família (aqui isso é muito comum).
A profe Sanuja (Mrs Sanuja!) fala comigo como se eu entendesse tudo (kkkk) e não é que eu entendo quase??? Não entendo cada palavra mas consigo saber exatamente do que ela fala e qual o objetivo do papo. Hoje mesmo ela me contou que a Helô está indo muito bem na questão do desfralde e que ela acredita que no segundo semestre de aulas (depois do ano novo) ela já fique sem fraldas! Tb fez uma pequena reclamação (kkkkk), disse que Heloísa canta o tempo todo e que inclusive às vezes ela pede para ela parar de cantar pq a atividade é outra. kkkkkk (a mesma reclamação da Pro Saber!)

Então finalmente estou bem feliz com a escolha da escola! Lembrando que nos EUA as escolas públicas são ótimas, mas só recebem crianças após os 4 anos de idade (completos até set), ou seja, esse investimento só acaba quando ela tiver quase 5 anos...

domingo, 13 de dezembro de 2015

Stone Mountain Christimas


Apesar de ser quase inverno, hoje amanheceu um dia bom e com temperatura agradável, atípico para a época, conforme dizem por aqui.
Como eu sabia mais ou menos da previsão do tempo, planejei para fazermos um passeio ao ar livre.

Estava há dias pesquisando um lugar bonito para ver comemorações de Natal. Atlanta tem muitas opções, mas a princípio a mais completa é ir ver as luzes, os shows e o Papai Noel em Stone Mountain Park. Pelo que andei lendo, é um doa 10 eventos de Natal mais bonitos dos EUA.
O problema de ir lá sempre foi o frio. Inclusive, Filipe tinha insistido em irmos outras vezes (em dias comuns, sem festa de Natal) mas o outono chegou e com ele as noites geladas...
Então, como era previsão de dia bom, ficamos combinados de ir até o Stone Mountain.

O parque não fica muito longe, uma meia hora de carro na direção leste, diria que fica na altura do centro da cidade, porém deslocado para o leste.

Stone Mountain Park é um parque histórico, com uma pedra gigante (dizem que a é a maior do mundo) onde foi esculpido uma enorme figura de 3 generais. Há um teleférico que leva até o topo da pedra, de onde se tem uma vista de Atlanta. Além disso, há um passeio de trem, uma visita à fazenda estilo Plantation e uma vila cenográfica lindíssima que na época do Natal fica toda iluminada.
As atraçoes especiais de Natal são muitas, um cinema 4D, um desfile (parada), vários shows (um musical maravilhooooso!) e claro, a casa do Papai Noel (Santa Claus).


Teleférico rumo à super pedra


Vista para o centro de Atlanta






O parque todo lá embaixo


Descendo de teleférico, tem que segurar! kkkk

A tal escultura talhada na pedra. Para ter uma ideia de tamanho, um adulto de uns 1,70 m cabe dentro da boca do cavalo. Há 30 metros de altura entre a ponta da espada (general do meio) e a cabeça do personagem. Nem estando lá a gente consegue ter ideia da grandiosidade.


"Tu-Tu", como diz a Helô

Durante o passeio de trem, com a floresta em estado outonal

Adicionar legenda


Conseguimos aproveitar bem e usufruir de quase todas as atrações, andamos no teleférico, assistimos um filme no cinema 4D, shows, um musical de Natal muuuito bem montado e produzido e até entramos na filha para Helô conhecer o "Santa" (Papai Noel).
O resultado de quase 2 horas de fila foi uma catástrofe! Ela não quis de forma alguma sentar no colo do Papai Noel, uma choradeira... Aff! 2 horas de fila por nada!
Um pouco antes do final do passeio, estivemos num celeiro onde o divertido era ficar jogando bolinhas em todo mundo! Uma loucura bem divertida.

No fim da noite (21:45), já beeeeem frio, aparece a Snow Angel (a fada da neve) para fazer uma apresentação emocionante. Depois disso os fogos de artifício para encerrar o passeio.

Cine 4D


Esperando a Parada

Parada


Snow Angel




Santa Claus (Papai Noel)


Na fila de 2 horas para sentar no colo do Papai Noel

E não teve jeito...


A única forma foi tirar a foto com Papai Noel ao fundo

Bolhas de sabão




Marshmallow

Mmãe Noel



No celeiro das bolinhas














Não teve jeiot com a versão feminina também!



Snow Angel - Divinooooo!



buy buy! Vou nanar!


Nem espero chegar no carro e já dormiu

Stone Mountain at Christmas foi tudo aquilo que eu imaginava para um Natal no hemisfério norte. Foi uma surpresa muito boa! Estou curtindo de verdade essa tal "Holiday Season" que eles comemoram com muita vontade aqui. Inclusive, inacreditavelmente, os americanos vestem-se com roupas de Natal durante este período do ano. É algo bem diferente de ver (eu vi muita roupa temática à venda, mas nunca pensei que alguém comprasse e usasse), eles realmente mergulham de cabeça e entram no clima.

Que tal?